O que é economia informal?

Muitas vezes, quando se lêem as notícias sobre Economia e sobre a geração de emprego, um termo que costuma estar presente é “economia informal”. No entanto, nem todo mundo entende o que é economia informal e nem porque ela está crescendo tanto.

A verdade é que a economia informal tem se mostrado de extrema importância para o país em muitos momentos, especialmente em momentos de crise, como a que se experimentou na pandemia de COVID-19.

A seguir, entenda do que se trata esse tipo de economia, o que ela tem de diferente da economia formal e como ela impacta a vida econômica do país.

Saiba o que é a economia informal

A economia informal, de maneira resumida, é aquela que contempla os profissionais informais. Sendo assim, todos aqueles trabalhadores que não têm nenhum tipo de formalização da sua atividade podem ser inseridos nessa categoria econômica.

Sendo assim, fazem parte da economia informal aqueles trabalhadores que fazem o chamado “bico”, ou seja, que trabalham sem qualquer tipo de vínculo e de maneira esporádica.

Mesmo as pessoas que trabalham com frequência em um lugar, mas não têm qualquer tipo de documentação especificando o trabalho, ainda que seja um contrato, são incluídas na economia informal.

Vale dizer que há nomes importantes na economia que tornam essa informalidade mais fácil, como por exemplo a Uber: os motoristas se cadastram, mas não têm nenhum vínculo com a plataforma, da mesma maneira que ela não tem qualquer compromisso com a pessoa.

Entregadores de aplicativo, solução comum para quem está desempregado, também representam uma ilustração da economia informal.

Empresários podem ser inseridos nesse tipo de economia?

Muitas vezes, as pessoas acham que saem da economia informal quando abrem algum negócio. Isso ocorre frequentemente com aqueles que foram demitidos e, por não conseguirem uma nova colocação, começam a empreender.

O fato é que, se essas pessoas não tiverem CNPJ, elas continuam estando na economia informal, uma vez que não há registros da sua atividade.

Um exemplo é a pessoa que faz quitutes para vender na sua casa mesmo, mas que não tem CNPJ aberto, não se cadastrou como MEI ou fez qualquer tipo de formalização: nesse caso, esse indivíduo ainda faz parte da economia informal.

Quais são os problemas da economia informal?

Os problemas mais graves estão relacionados à renda dessas pessoas, pois ela não costuma ser fixa. Afinal, por não haver qualquer formalização, também não existe garantia de que a renda desse trabalhador será a mesma todos os meses.

É bem diferente de um trabalhador formalizado, que tem o seu registro em carteira ou que assinou um contrato: há uma garantia de que essa pessoa vai receber determinado valor por tanto tempo ou até que seja desligado.

No caso de quem está na economia informal, não há qualquer tipo de garantia de renda: pode ser que haja muitos clientes para aquele empreendedor ou um trabalho temporário e pode ser que não haja nada.

Com certeza, essa flutuação de renda deixa quem faz parte da economia informal bastante inseguro, além de fazer com que essas pessoas tenham de trabalhar ainda mais para garantir a sua sobrevivência.

Por que a economia informal assume importância em épocas de crise?

A verdade é que a economia informal não deixa de existir, mas ela se torna mais expressiva quando se trata de momentos de crise. A razão principal é que, com as demissões que as empresas acabam fazendo, o trabalho formal se reduz.

Em contrapartida, as pessoas que foram desligadas das empresas e precisam de renda, não conseguindo empregos formais, acabam entrando no mercado informal de diferentes maneiras: pode ser revendendo algo, pode ser cozinhando, pode ser em empresas mesmo, mas sem registro, etc.

Em todos os grandes períodos de crise financeira, inclusive aquela que foi desencadeada pela pandemia de COVID-19, é fácil verificar o quanto a economia informal acabou aumentando. Afinal, todo mundo tem um conhecido que trabalha informalmente ou que já fez isso.

Para o trabalhador, o trabalho informal gera riscos

Mesmo que a necessidade de renda faça com que as pessoas aceitem o trabalho informal, a verdade é que isso coloca essas pessoas em perigo.

Primeiramente, não são todas que conseguem colaborar de forma independente com o INSS e, uma vez que elas não têm registro, também não há esse desconto feito pelo empregador. O resultado é que esses trabalhadores, além de não conseguirem se aposentar com facilidade, ainda não têm direito a um auxílio doença, por exemplo.

Como mencionado, a volatilidade com relação à renda mensal é outro problema: os trabalhadores informais podem ter dificuldade de se comprometer financeiramente por não saberem o quanto receberão.

Também não dá para deixar de mencionar que o trabalhador informal tem extrema dificuldade em conseguir linhas de crédito e outras soluções financeiras, a menos que seja com algum bem como garantia.

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